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domingo, 7 de abril de 2019

Os saberes necessários para uma identidade docente


Mesmo que o professor tenha o domínio do conteúdo, não existe garantias que ocorra o processo de ensino-aprendizagem. O profissional docente parece ter que adotar uma perspectiva que vai além do domínio do conteúdo para formar uma identidade que facilite o ensino-aprendizagem. Tal identidade docente releva não só o conteúdo, mas também o aluno como ser pensante para que a partir do próprio aluno se monte estratégias que facilitem a transposição didática. Os saberes a serem dominados perpassam os campos relativos à experiência, ao conhecimento e à pedagogia. O primeiro saber se refere a experiência do professor, que é construída no vivenciar da sala de aula, onde o professor se torna aluno, porque se aprende na prática a se relacionar com o aluno e a identificar as necessidades que orientam o encaminhamento e direção da aula para uma determinada turma. Em segundo lugar, encontra-se o saber do conhecimento dos conteúdos, que são expostos em temas, ações profissionais e outros que definem a especialidade da área à qual o professor atuará. Por fim, o terceiro saber é o pedagógico, que se refere aos conhecimentos científicos que orientam a ação de ensinar para torná-la mais eficiente. Todos esses três saberes devem orientar a prática educativa ajudando na construção dos objetivos, conteúdos, métodos e formas de organizar o ensino, sem perder seu caráter flexível e circunstancial, pois cada encontro com o aluno é único e irrepetível. Logo, a reflexão constante sobre a atuação docente se torna fundamental para o processo de ensino-aprendizagem. Portanto, a transposição didática é mais provável de ocorrer em uma prática educativa atenta ao conjunto necessário de uma aula, sendo a experiência prática do profissional relevante para o desenvolvimento desse estado de atenção, que define a identidade docente capaz de estabelecer um diálogo entre os componentes desse conjunto – tal conjunto é constituído de conteúdos, métodos de ensino e alunos.